Insatiable significa “insaciável”, algo que nunca se satisfaz ou parece querer sempre mais. Na música, aparece em “insatiable appetite” para descrever um desejo intenso e impossível de controlar pelo momento de olhar alguém nos olhos e se despedir, tornando a expressão poética e memorável.
Em “There’d Better Be a Mirrorball” (“É melhor que haja uma bola espelhada”), o narrador tenta manter a calma enquanto uma despedida se aproxima. Ele diz “Don’t get emotional, that ain’t like you” [Não fique emotivo, isso não combina com você], mas logo admite que o passado ainda está vazando pelo teto: “Yesterday’s still leaking through the roof” [O ontem ainda está vazando pelo telhado]. A imagem é ótima e meio absurda: as lembranças não ficaram no passado, elas continuam entrando na sala. Mesmo tendo prometido não agir como um “romantic fool” [tolo romântico], ele acaba aceitando esse papel porque parece combinar melhor com o momento.
A cena de alguém acompanhá-lo até o carro deixa tudo mais concreto. Ele avisa que estará de “heavy heart” [coração pesado] e pede uma garantia: “There’d better be a mirrorball for me” [É melhor que haja uma bola espelhada para mim]. A bola espelhada traz brilho, festa e um toque de espetáculo para uma situação triste, como se a despedida precisasse de uma última cena à altura. Depois, ele critica o cinismo e fala em devolver a “rose tint” [coloração rosada] à “exploded view” [visão explodida, uma imagem de algo desmontado em partes]. É uma forma engraçada de dizer que prefere olhar para o que se quebrou com algum romantismo, em vez de aceitar uma visão totalmente amarga. No fim, a pergunta sobre dizer “Baby, it’s been nice” [Querido, foi bom] soa como o momento em que alguém encara a outra pessoa e admite que a história pode estar terminando.