Vientre significa “ventre” ou “útero” e é uma palavra mais poética e menos comum do que barriga. Na canção, aparece em “ese fruto de tu vientre”, uma expressão carinhosa para falar do filho que nasceu do ventre da pessoa amada, descrito como um verdadeiro milagre.
Sabe aquele tipo de desabafo que mistura raiva, mágoa e um ritmo irresistível para dançar juntinho? O cantor nova-iorquino de origem dominicana Prince Royce traz exatamente isso em "El Amor Que Perdimos". Ele começa contando sobre um sonho nostálgico com o passado, mas a ilusão dura pouco: logo ele joga na cara a traição com a frase "Tú me decías que me amabas / Pero en mi espalda tú me engañabas" (Você me dizia que me amava / Mas pelas minhas costas você me traía). É uma bachata direta ao ponto, daquelas que expõem a hipocrisia de quem finge afeto enquanto os olhos entregam a rejeição.
A dinâmica entre os dois era exaustiva. Ele descreve a rotina como "Duramos una noche amando y la otra peleando" (Passamos uma noite amando e a outra brigando), um vai e vem desgastante que durou anos. O único ponto positivo dessa confusão toda foi o filho que tiveram juntos, chamado por ele de "Ese fruto de tu vientre que yo más amo" (Esse fruto do seu ventre que eu mais amo). Mesmo com esse laço, não tem perdão: o refrão bate o martelo repetindo com firmeza "Yo te amé, te adoré / No te quiero ver" (Eu te amei, te adorei / Não quero te ver). É o fim definitivo de um ciclo tóxico, cantado com todo o drama típico da bachata.