A palavra Motomami é um neologismo criado pela própria Rosalía, que se tornou o título do seu aclamado álbum. É uma fusão de "moto" (motocicleta) e "mami" (uma gíria carinhosa para "mulher" ou "mãe").
No contexto da música e do álbum, "Motomami" representa uma dualidade: a força e a velocidade associadas às motocicletas, e a feminilidade e o poder da mulher. É um termo que encapsula a identidade artística de Rosalía, misturando o "duro" e o "suave", o "urbano" e o "sensual". É uma palavra única e cheia de significado que define um movimento cultural.
Sabe aquela música curtinha que chega como um soco de tanta atitude? A espanhola ROSALÍA solta rimas rápidas para definir a persona da motomami: alguém forte, flexível e sem paciência para imitações. Ela brinca com contrastes visuais bem diretos, rimando tatami (o tatame de luta) com a força de um tsunami, e a delicadeza de fina la origami (fina como um origami) com a crueza de cruda a lo sashimi (crua como sashimi). É um jeito rápido e afiado de dizer que ela aguenta o tranco, mas mantém o estilo impecável.
O tom de deboche fica claro quando ela canta: A cada copia que ves / Tú dale tu bendición (A cada cópia que você vê / Dê a sua bênção). Ela avisa que nem tenta competir porque no hay comparación (não há comparação). Para fechar, ela ainda quebra a expectativa de quem acha que ela é boazinha ou fácil: No te creas que es sweet / Tu bombón lleno de licor (Não pense que é doce / Seu bombom recheado de licor). Por fora parece um doce, mas morde para ver: queima com álcool puro.