Baraude vem do verbo barauder, que significa andar ou circular sem rumo definido, geralmente pelas ruas. Na música, “J’baraude dans la ville” quer dizer “eu perambulo pela cidade”, transmitindo uma imagem urbana e descontraída, com uma nuance de gíria pouco comum no francês cotidiano.
“Appelle ta copine” [“Ligue para sua amiga/namorada”] coloca a música numa cena de convite e paquera: ele pede que ela diga que é “pour chill” [“para relaxar”]. A expressão “beauté assassine” [“beleza assassina”] é um elogio exagerado e brincalhão, enquanto “j’vais gratter la bise” [“vou tentar ganhar um beijo no rosto”] usa gratter no sentido informal de conseguir algo. O narrador fala com muita confiança: colocou o “dossier” [“o arquivo/candidatura”] dela “tout en haut de la pile” [“bem no alto da pilha”] e fica “à barauder dans la ville” [“zanzando pela cidade”]. É uma mistura divertida de charme, pose de quem manda e imagens de negociação, como em “On va faire un deal” [“vamos fazer um acordo”].
A energia fica ainda mais provocadora quando ele diz “Je verrouille la cible” [“eu travo a mira no alvo”] e “on a touché la cible, en plein dans le mille” [“acertamos o alvo, bem no centro”]. “Il faut du cardio, le sang chaud” [“é preciso ter preparo físico e sangue quente”] combina com o refrão percussivo “Poum, tcha, tcha”, feito para acompanhar a dança. Há também ostentação em “Dans l’Ferrari Pista” [“na Ferrari Pista”] e uma provocação social direta em “Fait danser les racistes” [“faz os racistas dançarem”]. No conjunto, a letra funciona como uma sequência de frases curtas, flerte, confiança e desafio, com gírias que deixam tudo mais solto e atrevido.