A palavra "contorta" significa "tortuosa" ou "sinuosa". É um adjetivo que descreve algo que não é reto, mas cheio de curvas e reviravoltas.
Na música, Giorgia usa "contorta" para descrever a estrada do amor ("È una strada contorta"). Ela sugere que o amor não é um caminho fácil ou direto, mas sim complexo e cheio de desafios, o que torna a jornada mais interessante e profunda.
Em “È L’amore Che Conta”, Giorgia canta sobre seguir em frente sem transformar a vida numa conta de ganhos e perdas. Ela admite os erros e os “lividi” [hematomas, marcas das dores vividas], mas diz que já não fica presa a eles. Perdeu algumas coisas e deixou passar oportunidades, porém continua olhando para a frente, na direção de quem ama. Quando afirma “È il prezzo di essere stata sincera” [é o preço de ter sido sincera], ela aceita que os outros possam chamá-la de louca ou pouco ambiciosa. Para ela, agir com sinceridade e amar sem exigir algo em troca vale mais do que parecer sensata aos olhos alheios.
O refrão rejeita a ideia de medir tudo por números, limites ou lógica: “È l’amore che conta” [é o amor que importa]. O amor aparece como uma estrada tortuosa e desconfortável, algo que não obedece a um plano perfeito. Ao mesmo tempo, a música dá um conselho bem direto: “Non ti perdere, impara anche a dire di no” [não se perca, aprenda também a dizer não]. Esse “não” volta com força contra um tempo feito de ira e “cemento”, uma imagem dura para um mundo frio, rígido e pouco acolhedor. É uma canção sobre preservar a dignidade, escolher o que realmente importa e não aceitar tudo só porque uma oportunidade apareceu.