Renegade significa “rebelde” ou “renegado(a)”, alguém que age fora das regras ou se recusa a obedecer. Na música, a expressão “tears come out like a renegade” compara as lágrimas a algo rebelde e incontrolável, que escapa apesar da vontade da cantora.
Em “BEFORE LOVE CAME TO KILL US”, Jessie Reyez, artista canadense e colombiana, transforma um término em uma lembrança doce e dolorosa. O amor começa como um golpe de nocaute: “You knock me down like a heavyweight” [“Você me derruba como um peso-pesado”]. Eles se apaixonaram, mas eram jovens demais e acabaram desistindo até dos planos de casamento. A frase “nobody gets out of love alive” [“ninguém sai vivo do amor”] é exagerada de propósito e logo ganha uma explicação bem direta: ou o casal termina quando é jovem, ou se despede quando morre. No meio disso, ela reconhece que, por algum tempo, aquela pessoa foi sua, e que foi bonito.
O refrão quer voltar a um momento anterior ao desgaste: “I wanna hold you / Like it’s June in the West End” [“Eu quero te abraçar / como se fosse junho no West End”]. Aqui, junho sugere uma época quente e feliz, enquanto o West End é uma região conhecida de Londres, usada na letra como cenário dessa memória. Ela sente falta de quando os dois eram melhores amigos, “before love came to kill us” [“antes de o amor vir nos matar”]. Mesmo sabendo que não deveria procurar essa pessoa, ela admite: “I can’t learn my lesson” [“não consigo aprender a lição”]. A menção a “medicate” [“me medico”] e às lágrimas que saem “como uma renegada” mostra que a saudade continua aparecendo apesar de a vida estar boa e de ela estar ganhando dinheiro. No fim, o pedido para dançar sob a lua no passado parece impossível, mas é exatamente por isso que a imagem é tão bonita: ela quer visitar, por uma noite, o tempo em que o amor ainda não tinha estragado a amizade.