Learn English With Mitski with these 23 Song Recommendations (Full Translations Included!)

Mitski
LF Content Team | Updated on 2 February 2023
Learning English with Mitski's music is fun, engaging, and includes a cultural aspect that is often missing from other language learning methods. It is also great way to supplement your learning and stay motivated to keep learning English!
Below are 23 song recommendations by Mitski to get you started! Alongside each recommendation, you will find a snippet of the lyric translations with links to the full lyric translations and lessons for each of the songs!
CONTENTS SUMMARY
My Love Mine All Mine (Meu Amor, Todo Meu)
Moon a hole of light
Through the big top tent up high
Here before and after me
Shining down on me
Lua, um buraco de luz
Através da tenda gigante lá no alto
Aqui antes e depois de mim
Brilhando sobre mim

Mitski nos convida a erguer os olhos para a Lua e refletir sobre o que realmente possuímos. A imagem do picadeiro iluminado pelo "buraco de luz" lunar cria um cenário de circo celestial, onde a cantora reconhece a própria finitude e pergunta à Lua se poderia enviar seu coração para lá. Se tudo na vida é passageiro, talvez só reste transformar o afeto em algo capaz de brilhar para sempre no céu, mesmo depois que ela se for.

A canção celebra a descoberta de que o único bem verdadeiramente nosso é o amor. Nem fama, nem objetos, nem sequer o tempo pertencem a nós; ainda assim, Mitski declara com alegria infantil: "my love is mine all mine". É um hino doce e melancólico sobre guardar esse tesouro dentro do peito e desejá-lo cintilando como farol para quem fica na Terra. A Lua, testemunha silenciosa, torna-se cofre e espelho dessa chama que nenhuma morte consegue apagar.

Cats (Gatos)
I won't leave you, 'cause I still love you
So it's up to you if you choose to go
In the meantime, sleeping by my side
Our two cats, making sure I'll be alright
Eu não vou te deixar, porque ainda te amo
Então fica por tua conta se decidir ir embora
Enquanto isso, dormindo ao meu lado
Nossos dois gatos, garantindo que eu fique bem

Cats, de Mitski, é um retrato delicado de um relacionamento no ponto de virada. A narradora ainda transborda amor, promete não ir embora e entrega a decisão ao outro: “é com você se quiser partir”. Enquanto espera, ela encontra conforto nos dois gatos que dormem ao seu lado, símbolo de afeto simples, cotidiano e incondicional. O contraste é claro: aquilo que parece complicado para a pessoa amada soa “tão simples” para quem canta, revelando a diferença de percepções dentro do mesmo laço.

Quando a voz lírica confessa que “tem tentado parar de tentar ser alguém que você ainda goste”, percebemos a luta entre autenticidade e autossacrifício. Aos poucos, ela aceita que não pode forçar o sentimento do outro, assim como não pode impedir que os gatos sigam seus próprios caminhos na noite seguinte. Dessa forma, o felino vira metáfora de liberdade: se amanhã os bichanos sumirem, tudo bem, pois estarão “seguindo a alegria do coração”. O recado final é agridoce e libertador. Amar também é permitir que o outro parta, preservando o amor-próprio e celebrando os momentos de ternura que ficam, tal qual os ronronares que ecoam na escuridão.

Cats (Pisici)
I won't leave you, 'cause I still love you
So it's up to you if you choose to go
In the meantime, sleeping by my side
Our two cats, making sure I'll be alright
Nu te las, fiindcă încă te iubesc
Așa că depinde de tine dacă vrei să pleci
Între timp, dormi lângă mine
Cele două pisici ale noastre veghează să fiu bine

„Cats” este o confesiune tandră în care Mitski își ține inima pe masă și împarte spațiul cu cele două pisici ale sale. Artista descrie un moment de răscruce într-o relație: ea rămâne plină de iubire și disponibilitate, însă îi lasă libertatea partenerului să plece dacă asta simte. Între timp, ghemuite la picioarele lor, pisicile veghează asupra siguranței emoționale a naratoarei și aduc un strop de confort domestic.

Pisicile devin metafora perfectă pentru echilibrul dintre atașament și independență. Dacă mâine nu vor mai fi acolo, Mitski va ști că ele își urmează propria bucurie, așa cum și partenerul are dreptul la alegerea lui. Piesa ne amintește că dragostea autentică nu înseamnă posesivitate, ci abilitatea de a oferi spațiu, în timp ce găsim alinare în micile prezențe care ne rămân aproape.

If I Leave (Dacă plec)
If I leave, somebody else will love you
But nobody else could forgive me
Quite as often as you
No-one on this street knows
Dacă plec, altcineva te va iubi
Dar nimeni altcineva nu m-ar putea ierta
La fel de des ca tine
Nimeni de pe strada asta nu știe

„If I Leave” este un cântec-confesiune în care Mitski își pune pe masă toate temerile legate de despărțire. Versurile o prezintă pe naratoare ca pe o călătoare printr-un tunel lung și întunecat, unde singura lumină este partenerul ei. Ea știe că, dacă ar pleca, cineva l-ar iubi pe el în continuare, însă nimeni nu ar mai putea să-i vadă și să-i accepte propriile imperfecțiuni la fel de clar și de blând ca el. Imaginea tunelului simbolizează depresia sau izolarea: drumul e lung, întunericul persistă, iar speranța se rezumă la faptul că există cineva care o cunoaște cu adevărat.

Prin repetiții hipnotice ("You, you, you"), artista subliniază obsesia pentru această legătură unică și frica de a o pierde. Melodia devine astfel un amestec de recunoștință și anxietate: recunoștință pentru iubirea primită, anxietate că nimeni altcineva nu i-ar putea oferi aceeași iertare și înțelegere. „If I Leave” îi provoacă pe ascultători să reflecteze la relațiile în care ne agățăm de celălalt nu doar din dragoste, ci și din nevoia profundă de a fi înțeleși — un mesaj sincer, emoționant și universal.

If I Leave (Se Eu For Embora)
If I leave, somebody else will love you
But nobody else could forgive me
Quite as often as you
No-one on this street knows
Se eu for embora, alguém mais vai te amar
Mas ninguém mais poderia me perdoar
Tão frequentemente quanto você
Ninguém nessa rua sabe

Imagine sentir-se dentro de um longo túnel, escuro do começo ao fim, onde só uma pessoa do lado de fora consegue escutar seus pensamentos ecoando lá dentro. Em If I Leave, Mitski transforma essa sensação em melodia: ela confessa que, se for embora, até pode surgir outro amor para o parceiro, mas dificilmente alguém entenderá suas falhas, inseguranças e silêncios tão bem quanto ele. A cantora usa cenas do cotidiano — do bar ao shopping — para mostrar que ninguém à volta realmente sabe quem ela é, exceto esse alguém especial.

A canção mergulha na dependência emocional com um toque de vulnerabilidade quase infantil: quem mais perdoaria cada tropeço? Quem mais enxergaria suas sombras e, mesmo assim, ficaria? O refrão repete “You” como se fosse um mantra, enfatizando que só essa pessoa ilumina o túnel. No fim, Mitski nos lembra de que o medo de perder quem nos entende pode ser tão forte quanto o amor em si, criando uma faixa delicada, confessional e intensamente humana.

Charon's Obol (Óbolo de Caronte)
At midnight, the dogs gathered around the house
Around her house
Her heart was like a drawer
She only opened when she went out to feed those dogs
À meia-noite, os cães se juntaram em volta da casa
Em volta da casa dela
O coração dela era como uma gaveta
Que ela só abria quando saía pra alimentar aqueles cães

“Charon’s Obol” nos transporta para um universo quase cinematográfico, onde Mitski mistura lenda grega, histórias de casas mal-assombradas e reflexões sobre luto e renascimento. O título faz referência à moeda oferecida a Caronte, barqueiro do rio Estige, para que as almas atravessem para o além. Aqui, no entanto, a moeda simbólica se transforma em ração para cães fantasmagóricos: a narradora, recém-chegada a uma casa marcada por tragédia, passa as madrugadas alimentando uma matilha silenciosa que pertence às garotas que morreram ali. Cada tigela depositada no quintal funciona como um pequeno pagamento aos espíritos, na esperança de apaziguar a dor que ainda paira sobre o lugar.

Ao assumir o papel de guardiã, ela também confronta o próprio passado — quase foi mais uma vítima daquela casa — e tenta cicatrizar velhas feridas, suas e do imóvel. A imagem do “coração-gaveta” sugere emoções guardadas que só se revelam na solidão da meia-noite, quando o luar ilumina memórias indescritíveis. Nesta canção, Mitski combina suspense gótico com ternura, lembrando que o processo de cura pode nascer de pequenos gestos de cuidado: em vez de colocar moedas sobre olhos mortos, ela oferece comida e presença às criaturas que ainda esperam pelas suas donas. O resultado é um conto sombrio, porém esperançoso, que fala sobre encontrar propósito no meio da escuridão e transformar culpa em compaixão.

Charon's Obol (Obolul lui Charon)
At midnight, the dogs gathered around the house
Around her house
Her heart was like a drawer
She only opened when she went out to feed those dogs
La miezul nopții, câinii s-au adunat în jurul casei
În jurul casei ei
Inima ei era ca un sertar
Pe care-l deschidea doar când ieșea să hrănească acei câini

„Charon's Obol” transformă o poveste de groază într-o meditație tandră despre vindecare. O tânără se mută într-o casă bântuită de amintirea unor fete care au murit acolo. În fiecare noapte, la 12 fix, o haită de câini tăcuți – "paznicii" sufletelor lor – se adună în jurul ușii. Ea îi hrănește ca pe niște gardieni ai trecutului, iar gestul devine propriul ei oblol către Caron, monedă simbolică din mitologia greacă oferită pentru a traversa Styxul. Când deschide „sertarul-inimă” și iese cu mâncarea, își pune și ea viața în balanță: acceptă durerea locului și încearcă să o aline.

Cântecul vorbește despre responsabilitatea față de trecut și curajul de a-l confrunta. Femeia nu fuge de povestea întunecată a casei, ci o adoptă ca parte din noua ei identitate. Hrănind câinii, ea hrănește de fapt memoria victimelor și speranța că, prin constanță și compasiune, poate „vindeca inima casei”. Melodia devine astfel un ritual de împăcare cu umbrele, un reminder că uneori cea mai bună monedă de trecere este bunătatea oferită celor care nu mai pot vorbi.

In A Lake (Într-un lac)
I'd never live in a small town
I've made too many mistakes
For where you gotta write your book early
Or it gets written up in your place
N-aș locui niciodată într-un orășel
Am făcut prea multe greșeli
Pe-acolo trebuie să-ți scrii povestea devreme
Altfel ți-o scriu alții în loc

În „In A Lake”, artista japoneză Mitski transformă un simplu peisaj acvatic într-o meditație despre libertate și uitare. Versurile descriu sufocarea vieții într-un orășel unde „toată lumea miroase ca prima ta dragoste”, iar greșelile devin bârfe ce nu pot fi șterse. Imaginea înotului pe spate backstroke în mijlocul unui lac reprezintă dorința de a pluti departe de trecut, cu cerul infinit în față și întunericul lăsat în urmă.

Cântecul opune liniștea lacului haosului fermecător al unui oraș mare: ambele spații promit un nou început, fie prin imersiunea totală în natură, fie prin anonimatul milioanelor de lumini. Mitski sugerează că, atunci când am acumulat prea multe „walks of shame”, uneori ocolim „memory lane” și alegem drumul lung spre o versiune curată a noastră. Indiferent dacă alegem să ne cufundăm într-un lac imaginar sau să ne pierdem pe străzile metropolei, mesajul piesei este clar: există mereu un loc unde putem înota liberi, departe de etichetele trecutului.

In A Lake (Em Um Lago)
I'd never live in a small town
I've made too many mistakes
For where you gotta write your book early
Or it gets written up in your place
Eu nunca moraria numa cidade pequena
Já cometi erros demais
Porque lá você tem que escrever sua história cedo
Senão escrevem por você

Em "In A Lake", Mitski, a artista nipo-americana nascida no Japão, convida o ouvinte a mergulhar na sensação de sufoco das cidades pequenas e na liberdade que só um grande centro ou um lago sem margens visíveis conseguem oferecer. A canção brinca com a ideia de que, numa comunidade minúscula, “só existe uma marca de sabonete”: os cheiros, as lembranças e as fofocas se confundem, fazendo o passado grudar na pele. Por isso, a narradora anseia pelas avenidas anônimas da metrópole, onde cada esquina dá a chance de começar de novo, ou pelas águas abertas de um lago, onde é possível nadar de costas, olhando o céu e deixando a escuridão para trás.

No fundo, Mitski canta sobre recomeços, culpa e escapismo. Ela admite seus “walks of shame”, reconhece os erros já cometidos e critica as regras rígidas que transformam qualquer deslize em sentença perpétua quando todo mundo se conhece. Ao comparar o vilarejo ao peso de um primeiro amor que nunca se supera, a artista lembra que, às vezes, a única forma de se libertar das memórias é buscar horizontes maiores. Seja entre arranha-céus cheios de luz ou dentro de um lago silencioso, o que importa é encontrar um espaço amplo o bastante para que o passado pare de ditar quem seremos amanhã.

Love Me More (Me Ame Mais)
If I keep myself at home
I won't make the same mistake
That I made for 15 years
I could be a new girl
Se eu ficar em casa
não vou cometer o mesmo erro
que cometi por 15 anos
eu poderia ser uma nova garota

Love Me More é um grito de socorro elegante e dançante de Mitski, artista nipo-americana conhecida por transformar fragilidades em poesia pop. A narradora se esconde em casa tentando não repetir “erros de 15 anos” e sonhando em ser “uma nova garota”; mesmo assim, a ansiedade coça por baixo da pele. Cada verso revela a busca desesperada por algo que preencha o vazio: “I need you to love me more”. O refrão, insistente, funciona como um mantra que cresce em volume e urgência, refletindo a esperança de que um amor externo possa conter o caos interno.

À medida que o tempo avança (“quando o hoje acabar, virá outro dia”), a canção questiona: como as outras pessoas conseguem seguir em frente? O pedido de ser “preenchida, afogada, limpa” mostra o desejo de apagar dores antigas e sobreviver à rotina. O resultado é um contraste sedutor: melodia que convida a dançar unida a uma letra que encara solidão, saúde mental e identidade. “Love Me More” transforma vulnerabilidade em catarse, lembrando que às vezes o que mais queremos é um abraço que dure o suficiente para fazer o mundo parecer suportável.

Washing Machine Heart (Corazón De Lavadora)
Toss your dirty shoes in my washing machine heart
Baby, bang it up inside
I'm not wearing my usual lipstick
I thought maybe we would kiss tonight
Tira tus zapatos sucios en mi corazón lavadora
Cariño, golpéalo por dentro
No llevo mi pintalabios de siempre
Pensé que quizá nos besaríamos esta noche

Washing Machine Heart, de la cantautora nipo-estadounidense Mitski, convierte un electrodoméstico cotidiano en una metáfora emocional: su corazón-lavadora. Al invitar a la otra persona a “tirar sus zapatos sucios” dentro, la cantante se ofrece como refugio para sus problemas, dispuesta a soportar los golpes que estos ocasionan (“baby, bang it up inside”). La imagen es divertida y a la vez cruda: todo gira, se agita y hace ruido, igual que los sentimientos cuando anhelamos cercanía a cualquier precio.

Sin embargo, el ciclo no termina limpio. Mitski advierte, con los ojos cerrados, que su pareja finge que ella es alguien más. El estribillo con notas sueltas —do mi ti— deja fuera la resolución de la escala y subraya la pregunta que late en cada giro: ¿por qué no soy yo? Así, la canción captura la vulnerabilidad de amar a quien solo nos utiliza para “lavar” sus culpas, mientras nosotros seguimos girando, esperando un beso auténtico que quizá nunca llegue.

I'll Change For You (Vou mudar por você)
How
Do I let our love die
When you're the only other keeper
Of my most precious memories?
Como
Deixo nosso amor morrer
se você é a única outra guardiã
das minhas lembranças mais preciosas?

Entre notas melancólicas e confissões quase sussurradas, I'll Change For You revela o retrato cru de alguém disposto a reinventar a própria identidade para salvar um amor que cambaleia. Mitski transforma lembranças partilhadas em tesouros frágeis, questiona o que fazer quando só o outro guarda cópias desse passado precioso, e admite recorrer à bebida para ganhar coragem de reviver a relação. A promessa é clara: "farei qualquer coisa para que você me ame de novo", até mesmo mudar quem sou.

No segundo ato, a cantora escolhe o bar como cenário simbólico. O local é paradoxal - cheio de gente, porém propício à solidão - e está prestes a fechar, espelhando o fim iminente do relacionamento. Do lado de fora, ela espera como uma criança pelo resgate, observando os carros passarem enquanto o tempo escorre. Nesse intervalo, a esperança e a vulnerabilidade se misturam, criando um hino agridoce sobre dependência emocional, medo de abandono e o limite tênue entre amor e auto-negação.

I'll Change For You (Mă voi schimba pentru tine)
How
Do I let our love die
When you're the only other keeper
Of my most precious memories?
Cum
Să las iubirea noastră să moară
Când doar tu mai păstrezi
Cele mai prețioase amintiri ale mele?

Pregătește-te să intri într-o lume în care dragostea, amintirile și dorința de a fi acceptat se împletesc într-un amestec amețitor. I'll Change For You surprinde momentul de disperare în care narratorul, cu inima încărcată de alcool și nostalgie, se întreabă cum să lase să moară o iubire când persoana iubită păstrează cele mai prețioase amintiri. Versurile scot la iveală o nevoie aproape copilărească de validare: „Voi face orice pentru ca tu să mă iubești din nou; dacă nu-ți place de mine acum, mă voi schimba pentru tine”. Dincolo de promisiunea schimbării, cântecul expune fragilitatea identității atunci când dragostea devine singurul reper.

Cadrul barului – „locuri magice în care poți fi cu alți oameni fără să ai, de fapt, pe nimeni” – adaugă o atmosferă de singurătate urbană. În timp ce luminile se sting și localul se închide, protagonistul rămâne afară, privind mașinile care trec, ca un copil ce așteaptă să fie luat acasă. Această imagine reflectă blocajul emoțional dintre trecut și prezent, dintre promisiunea de schimbare și imposibilitatea de a da timpul înapoi. Melodia lui Mitski devine, astfel, o confesiune sinceră despre sacrificiul de sine și dorința arzătoare de reconectare, invitându-ne să ne întrebăm: până unde suntem dispuși să ne modificăm pentru a recâștiga iubirea pierdută?

Nobody (Nadie)
My god I'm so lonely
So I open the window
To hear sounds of people
To hear sounds of people
Dios mío, estoy tan sola
Así que abro la ventana
Para oír sonidos de gente
Para oír sonidos de gente

¿Alguna vez has sentido tanta soledad que abres la ventana solo para escuchar voces ajenas? Eso es justamente lo que Mitski, la cantautora japonesa, retrata en “Nobody”: un grito pop que convierte la desesperación íntima en ganas de bailar. La canción abre con la imagen de Venus, planeta del amor, destruido por el calentamiento global, y se pregunta si sus habitantes también desearon demasiado. Con este guiño cósmico, Mitski compara una catástrofe planetaria con un corazón humano sobrecargado de anhelos nunca correspondidos.

A lo largo del tema, la palabra nobody se repite como un mantra pegadizo que subraya la ausencia de contacto humano. Lejos de pedir lástima, la cantante solo necesita “un buen beso honesto, un beso de película” que la haga sentir viva por un instante. Entre confesiones vulnerables y un ritmo disco irresistible, “Nobody” transforma la tristeza en fuerza y nos recuerda que el deseo de cercanía es universal: basta un gesto auténtico para iluminar la oscuridad.

Rules (Reguli)
One, two, one, two, one, two, three, one, two, three
One, two, three, four, one, two, three, four, five
One, two, one, two, one, two, three, one, two, three
One, two, three, four, one, two, three, four, five
Unu, doi, unu, doi, unu, doi, trei, unu, doi, trei
Unu, doi, trei, patru, unu, doi, trei, patru, cinci
Unu, doi, unu, doi, unu, doi, trei, unu, doi, trei
Unu, doi, trei, patru, unu, doi, trei, patru, cinci

Mitski ne invită, prin piesa "Rules", la un joc de numărat care ascunde de fapt un set de „reguli” pentru o poveste de dragoste ce pornește plină de promisiuni și se termină în singurătate. Repetiția impulsivă a numerelor ‒ one, two, three... ‒ sună ca un metronom al emoțiilor: la început există entuziasmul ("mă îmbrac cum îți imaginezi tu"), urmat de dorința de tandrețe, iar apoi, inevitabil, momentul în care totul se rupe și protagonista se declară „nimănui”. Cifrele cresc, dar siguranța scade, lăsând locul unui gol interior pe care artista îl descrie cu o sinceritate tăioasă.

În a doua jumătate, Mitski își decupează propria transformare: un nou tuns, o nouă identitate, o încercare de a se ascunde în fața lumii. Dimineața, însă, „that old light” o trezește la realitate, reamintindu-i că durerea nu dispare doar prin schimbări de suprafață. Astfel, cântecul devine o meditație despre granițele fragile dintre dorință, distrugere și renaștere, ambalată într-o structură ritmică ce face ca fiecare regulă să sune atât ca un avertisment, cât și ca o confesiune intimă.

Rules (Regras)
One, two, one, two, one, two, three, one, two, three
One, two, three, four, one, two, three, four, five
One, two, one, two, one, two, three, one, two, three
One, two, three, four, one, two, three, four, five
Um, dois, um, dois, um, dois, três, um, dois, três
Um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro, cinco
Um, dois, um, dois, um, dois, três, um, dois, três
Um, dois, três, quatro, um, dois, três, quatro, cinco

Mitski convida o ouvinte a entrar num jogo de regras próprias em Rules. Logo de cara, a artista japonesa solta uma contagem hipnótica que funciona como metrônomo e como metáfora: ela tenta ordenar o caos emocional com números, como quem faz checklist antes de se jogar no desconhecido. Cada item da lista revela um estágio de um relacionamento intenso: da fantasia inicial ("vou aparecer vestida como sua melhor ideia") até a autodestruição anunciada ("você vai me arruinar"). O refrão numérico cria ritmo quase infantil, contrastando com a vulnerabilidade adulta que transborda da letra.

À medida que os “números” avançam, percebemos que essas regras não protegem ninguém. Ao contrário, expõem o ciclo de paixão, perda de identidade e renascimento solitário que Mitski canta com honestidade cortante. No fim, quando o sol das seis da manhã invade o quarto, restam só luz antiga, lágrimas que “fazem bem” e a promessa de um novo corte de cabelo para reinventar quem ela é. Rules mostra que tentar colocar o amor em ordem é tão impossível quanto contar até infinito – mas, ainda assim, insistimos na contagem porque a esperança de recomeçar nunca some de verdade.

A Pearl (Una Perla)
You're growing tired of me
You love me so hard and I still can't sleep
You're growing tired of me
And all the things I don't talk about
Te estás cansando de mí
Me amas tan fuerte y aún así no puedo dormir
Te estás cansando de mí
Y todas las cosas de las que no hablo

¿Alguna vez has sentido que llevas una pequeña tormenta dentro, incluso cuando todo a tu alrededor parece en calma? En “A Pearl”, la cantautora japonesa Mitski convierte esa sensación en música. La protagonista de la canción ama y es amada, pero sus recuerdos son un campo de batalla que aún retumba en su mente. Esa vieja guerra interior dejó un “perla” luminosa que gira sin descanso en su cabeza: un recuerdo brillante pero pesado que no la deja dormir ni aceptar el contacto de quien más la quiere.

“Sorry, I don’t want your touch… I fell in love with a war” resume el dilema: el amor presente choca con la huella de un conflicto pasado. La perla simboliza una mezcla de dolor y belleza, una cicatriz preciosa que la hace apartarse cuando otros se acercan. Así, la canción explora cómo las experiencias emocionales intensas pueden moldear nuestras relaciones futuras, recordándonos que a veces necesitamos sanar por dentro antes de poder abrazar por fuera.

Bug Like An Angel (Inseto Como um Anjo)
There's a bug like an angel
Stuck to the bottom
Of my glass, with a little bit left
As I got older
Há um inseto como um anjo
Preso ao fundo
Do meu copo, com um restinho
À medida que envelheci

Bug Like An Angel começa com a imagem curiosa de um inseto — “meio anjo, meio praga” — grudado no fundo de um copo quase vazio. Essa pequena cena já entrega o tema central da música: o álcool como companhia e armadilha. Mitski confessa ter se tornado uma bebedora; o trago derradeiro soa como família, mas, assim como o inseto, revela-se um conforto pegajoso do qual é difícil escapar.

Nos versos seguintes, a artista encara o peso das promessas quebradas. Toda vez que juramos algo e falhamos, essa falha “quebra a gente de volta”, criando um ciclo de culpa e ressaca — tanto física quanto emocional. Ao lembrar que até a ira do diabo foi presenteada por Deus, Mitski aponta para a dualidade humana: dentro de cada um convivem luz e sombra. No fim, a canção é um retrato poético de vício, auto-sabote e, sobretudo, da busca corajosa por autoconhecimento.

I'll Change For You (Cambiaré por ti)
How
Do I let our love die
When you're the only other keeper
Of my most precious memories?
Cómo
Dejo morir nuestro amor
Cuando tú eres la única guardiana
De mis recuerdos más preciados

Mitski nos sumerge en un momento de vulnerabilidad extrema, donde el recuerdo de un amor pasado pesa tanto que la cantante se pregunta cómo dejar morir ese lazo sin perder sus memorias más valiosas. A lo largo de la canción, la voz poética confiesa haber bebido y se justifica: ¿por qué el alcohol tendría que impedirle llamar a quien ama? El estribillo late con desesperación: haré cualquier cosa para que me quieras otra vez. Esta frase revela una disposición casi ilimitada a transformarse, a renunciar a la propia identidad con tal de reconquistar a la otra persona.

El escenario de un bar sirve como metáfora de soledad compartida: un lugar donde se está con otros sin sentirse realmente con nadie. Cuando anuncian el cierre, queda fuera, merodeando, igual que un niño que espera que lo recojan. Esa imagen refuerza la sensación de abandono y espera interminable. En suma, «I'll Change For You» retrata el anhelo de revertir una ruptura, la nostalgia encapsulada en recuerdos irremplazables y la promesa —casi súplica— de cambiar todo lo necesario para recuperar el amor perdido.

Dead Women (Femei moarte)
Would you have liked me better if I'd died
So you could tell my story, the way it ought to be?
You'd find my parents, and ask to see my things
Rifle through it all, fill the blanks with what you need
Ți-aș fi plăcut mai mult dacă aș fi murit
Ca să poți spune povestea mea așa cum ar trebui să fie?
I-ai găsi pe părinții mei și ai cere să-mi vezi lucrurile
Ai scotoci prin toate, completând golurile cu ce-ți trebuie

„Dead Women” este un cântec în care Mitski ne invită să aruncăm o privire neplăcut de sinceră asupra felului în care societatea romantizează tragediile feminine. Vocea ei acuzatoare se adresează direct celor care preferă povești cu eroine moarte, fiindcă numai atunci pot controla narațiunea: să-și caute liniștiți prin sertarele lor, să completeze golurile cu fantezii și să scoată profit din suferință. Prin imagini șocante – de la pietre cusute în rochie până la înmormântări transformate în spectacol – artista critică fascinația mass-media pentru true-crime și pentru „femeia perfectă” care există doar după ce nu mai poate vorbi pentru sine.

Mitski subliniază cât de ușor se trece de la admirație la violență: atâta timp cât este vie, naratoarea trebuie „spartă” și „îmbălsămată” pentru a se potrivi așteptărilor publicului. Melodia scoate la lumină ipocrizia sinistră a celor care afirmă că o iubesc, dar numai dacă tăcerea ei e garantată prin moarte. Rezultatul este o satiră amară despre obiectificare, voyeurism și despre modul în care poveștile femeilor devin mărfuri de consum atunci când nu mai pot spune „nu” – un avertisment trist și provocator, susținut de refrenul repetitiv ce amplifică senzația de obsesiune colectivă.

Charon's Obol (El óbolo de Caronte)
At midnight, the dogs gathered around the house
Around her house
Her heart was like a drawer
She only opened when she went out to feed those dogs
A medianoche, los perros se reunían alrededor de la casa
Alrededor de su casa
Su corazón era como un cajón
Que solo abría cuando salía a alimentar a esos perros

¿Qué pasa cuando conviertes una antigua leyenda griega en un relato de fantasmas suburbano? Charon’s Obol imagina a una mujer que hereda una casa marcada por la tragedia: allí murieron varias chicas y los perros que les pertenecían regresan cada medianoche para montar guardia. Mitski pinta un cuadro melancólico y casi cinematográfico: el corazón de la protagonista es “como un cajón” que solo abre para alimentar a esos sabuesos y dejar que sus recuerdos se bañen a la luz de la luna. Así como la moneda que los griegos colocaban en la boca del difunto para pagarle a Caronte, ella misma se ofrece como “moneda simbólica” para apaciguar a la casa y a sus fantasmas, con la esperanza de que el cuidado diario pueda sanar un pasado roto.

Entre ladridos bajo la luna, la canción habla de duelo, culpa y segundas oportunidades. Mitski sugiere que enfrentarse a la memoria —en lugar de huir— puede convertirnos en guardianes de nuestras propias heridas y, poco a poco, transformarlas en algo habitable. Charon’s Obol es una invitación poética a abrir ese cajón interior, alimentar los viejos dolores y, con el tiempo, encontrar consuelo en el acto mismo de quedarse para cuidar lo que otros dejaron atrás.

If I Leave (Si me voy)
If I leave, somebody else will love you
But nobody else could forgive me
Quite as often as you
No-one on this street knows
Si me voy, alguien más te amará
Pero nadie más podría perdonarme
Tan seguido como tú
Nadie en esta calle sabe

¿Alguna vez has sentido que tu mundo entero cabe en una sola mirada? En “If I Leave”, Mitski nos invita a ese vértigo íntimo donde el amor es refugio y amenaza al mismo tiempo. La cantante, nacida en Japón y criada entre culturas, confiesa el miedo de perder a la única persona capaz de ver su verdadero yo. Mientras reconoce que habrá quien pueda amar a su pareja si ella se marcha, insiste en que nadie será tan paciente para perdonarla ni tan claro para entenderla. La canción late con esa mezcla de gratitud y pánico que aparece cuando descubrimos que nuestra vulnerabilidad está en manos de alguien más.

Desde un túnel oscuro que parece no terminar, Mitski pinta la metáfora de la depresión y la soledad: ella avanza a ciegas, pero la presencia de su amante es la única luz que la guía. Entre susurros melódicos nos recuerda que el verdadero miedo no es quedarse sola, sino perder a la única persona que sabe leer nuestras sombras. El resultado es un retrato conmovedor de la dependencia emocional y del poder salvador del amor auténtico.

Cats (Gatos)
I won't leave you, 'cause I still love you
So it's up to you if you choose to go
In the meantime, sleeping by my side
Our two cats, making sure I'll be alright
No te dejaré, porque todavía te amo
Así que depende de ti si eliges irte
Mientras tanto, durmiendo a mi lado
Nuestros dos gatos, asegurándose de que yo esté bien

Cats nos invita a acurrucarnos en la melancolía suave de Mitski, cantautora nipo-estadounidense experta en convertir lo cotidiano en poesía. Entre ronroneos y silencios nocturnos, la voz lírica promete quedarse porque aún ama, mientras deja la puerta abierta por si la otra persona decide irse. Los dos gatos dormidos junto a la cama son más que mascotas: son guardianes de la calma y símbolos de un amor que, aun vulnerable, busca consolarse en la ternura compartida.

En este tema, Mitski explora la paradoja de amar y soltar. La protagonista deja de intentar transformarse para ser “la persona ideal” y acepta que, como los felinos, cada corazón tiene su propio rumbo. Si mañana los gatos desaparecen, sentirá alivio al imaginar que siguen su instinto y encuentran felicidad fuera de casa. Así, la canción celebra la libertad dentro del afecto: querer tanto a alguien que prefieres verlo perseguir sus deseos antes que retenerlo sin alas.

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