Lethe refere-se ao Rio Letes da mitologia grega, um dos rios do submundo. Beber de suas águas causava esquecimento completo.
Na canção, Hozier canta "I drank dry the River Lethe" (Eu bebi até secar o Rio Letes), usando essa referência mitológica para expressar a profundidade do esquecimento ou da libertação que ele sentiu ao ser beijado pela primeira vez. É uma palavra rara e poética que adiciona uma camada de significado clássico à letra.
Em “First Time”, o irlandês Hozier transforma um simples apelido carinhoso em uma verdadeira montanha-russa emocional. Ele lembra que, antes do beijo inaugural, seu próprio nome soava áspero aos ouvidos; bastou um “baby” para que algo dentro dele morresse e renascesse ao mesmo tempo. Entre rios míticos (o grego Letes, que apaga memórias, e o Liffey, que atravessa Dublin) e metáforas botânicas de flores que lutam pela luz, o cantor mostra como o amor pode ser um anestésico, um veneno leve ou um recomeço refrescante.
A cada novo “baby”, Hozier explora o vai-e-vem entre perda de identidade e descoberta de um “eu” mais vibrante. O eu lírico mergulha no esquecimento, brota do subsolo, floresce intensamente e, mesmo à beira do fim, colore tudo à sua volta. É um retrato poético de como relações profundas nos transformam: matam antigas versões de nós mesmos e, ao mesmo tempo, dão à luz algo totalmente novo.