Labyrinth significa 'labirinto'. É uma palavra interessante e menos comum que evoca uma imagem complexa e intrigante.
Na música, WILLOW canta: "I think we live in a labyrinth / That was created by my mind" (Eu acho que vivemos em um labirinto / Que foi criado pela minha mente). Ela usa a palavra para descrever a confusão e os desafios internos que ela enfrenta, sugerindo que sua própria mente é um lugar complicado e difícil de navegar.
“Lipstick” começa com uma imagem estranha e poderosa: “Lipstick on a mirror” [batom em um espelho]. A frase escrita no espelho pergunta “who you wanna be” [quem você quer ser], enquanto a visão fica turva e o quarto parece se fechar. A narradora se sente distante, sem espaço nem tempo, e passa a olhar a vida “through a blue bird’s eye” [pelos olhos de um pássaro azul], como se pudesse escapar do corpo e observar tudo de cima. O refrão repete “I’m flying” [estou voando], mas o voo não traz exatamente paz: mesmo subindo muito e tendo tempo para procurar, ela pergunta por que nunca conseguiu encontrar “cloud nine” [a nuvem nove]. Em inglês, essa expressão significa um estado de felicidade extrema, como estar nas nuvens.
Depois, a música troca o voo pela sensação de estar presa: “It’s just smoke and mirrors” [é tudo fumaça e espelhos], uma expressão para algo confuso ou ilusório, e a mente vira um labirinto que ela mesma criou. A frase “Hurt don’t heal / When I’m always tryna hide” [a dor não sara quando estou sempre tentando escondê-la] é direta, sem enfeite. Em vez de fugir da dor, ela começa a tratá-la como uma velha amiga, de braços abertos quando se encontrarem novamente. No fim, abrir as asas e cantar parecem depender de alguém a quem ela diz: “I owe it all to you” [eu devo tudo a você]. A letra deixa essa pessoa sem nome, então a canção fica suspensa entre confusão, fuga, dor aceita e a força recebida de outra presença.