Galop significa 'galope' em português. É uma palavra que evoca uma imagem de movimento rápido e contínuo, como a corrida de um cavalo.
Na música, a palavra "galop" é usada repetidamente para descrever uma perseguição incessante, onde o eu lírico está constantemente correndo e sendo perseguido pelo tempo. É uma metáfora poderosa para a passagem implacável do tempo e a sensação de estar sempre em movimento.
Em “Galop”, Zakopower transforma a rotina em uma cavalgada sem fim. O narrador repete: “Biegnę, padam, wstaję” [Corro, caio, levanto], enquanto segue “bez końca” [sem parar]. Antes mesmo de o primeiro galo cantar, uma presença já está em suas costas, pressionando-o com o grito “i i i je”, uma imitação do som usado para conduzir um cavalo. Não adianta tentar escapar: essa figura o persegue como uma sombra e, quando ele tenta diminuir o ritmo, finca as esporas em seus flancos. A imagem é exagerada e até engraçada, mas também bem clara: há algo que força o narrador a continuar correndo.
A revelação vem no fim: o cavaleiro é o próprio tempo. “Mój przyjaciel czas” [Meu amigo tempo] fica sentado sobre sua cabeça, conhece cada movimento e não o abandona, mesmo que ele fuja até o fim do mundo ou alcance as estrelas. Chamar o tempo de “amigo” tem um gosto irônico, porque esse amigo não dá descanso. A palavra “galop” e a repetição das frases fazem a música avançar como um cavalo em disparada: cair, levantar e seguir em frente, sempre de novo.