Six-coups significa literalmente "seis tiros" e é uma forma coloquial de se referir a um revólver de seis tiros. É uma palavra que evoca uma imagem forte e um tanto dramática.
No contexto da música, o eu lírico canta "Je n'ai besoin de rien / Que de mon six-coups" (Não preciso de nada / A não ser do meu revólver). Isso sugere uma atitude de autossuficiência e talvez um toque de rebeldia ou perigo, tornando a palavra bastante intrigante e memorável.
Em “Je Pense À Vous”, Pierre de Maere cria um personagem acelerado, autossuficiente e um pouco ameaçador. Ele vai e volta, sente a tensão subir e repete: “Je vais, je viens, ça monte / Et je pense à vous” [Eu vou, eu volto, isso sobe / E penso em vocês]. Enquanto “tous les mecs et les filles de mon âge” [todos os caras e garotas da minha idade] o observam “comme si j'avais la rage” [como se eu tivesse raiva]. Aqui, la rage também pode significar raiva, mas literalmente é a doença que deixa um animal agressivo, então a imagem é bem mais estranha e intensa do que um simples “estão me achando bravo”.
A letra mistura controle, fantasia e perigo. Ele diz que não precisa de nada além de “mon six-coups” [meu revólver], expressão que se refere a uma arma de seis tiros, e afirma: “La vie, le feu, le sang / J'ai la main sur tout” [A vida, o fogo, o sangue / Eu tenho controle sobre tudo]. Ao mesmo tempo, ele troca de papéis, sendo “l'idole et le fanboy” [o ídolo e o fã], e gosta de disfarces: “J'ai un truc pour les déguisements” [Eu tenho uma queda por fantasias]. O resultado é uma persona teatral, convencida e inquieta, que escolhe o ritmo de cada movimento e transforma até um gesto em “une forme de poésie” [uma forma de poesia], embora esse mesmo gesto tenha “comme un air de vendetta” [como um ar de vingança]. É uma combinação deliciosa de pose pop, febre criativa e ameaça de filme, sem explicar exatamente quem são as pessoas para quem ele pensa.