Circumvented significa 'contornadas' ou 'evitadas'. É uma palavra formal e interessante que não se ouve com frequência em músicas, o que a torna memorável.
No contexto da música, a personagem principal, Elphaba, canta: "All helpful urges should be circumvented" (Todos os impulsos úteis deveriam ser contornados/evitados). Ela usa esta palavra para expressar a sua desilusão com a ideia de fazer o bem, sugerindo que as suas boas intenções só a levaram a problemas. É uma declaração poderosa sobre a sua mudança de perspetiva.
Esta música é pura frustração em modo feitiço. Começa com o encanto estranho, quase hipnótico, de «Eleka nahmen nahmen, tum tum, eleka nahmen» [palavras mágicas sem tradução direta, um feitiço inventado], enquanto a narradora tenta desesperadamente proteger alguém: «Let his flesh not be torn» [que a carne dele não seja rasgada], «Let his blood leave no stain» [que o sangue dele não deixe mancha], «Let him never die» [que ele nunca morra]. Ela quer salvá‑lo a todo o custo, mesmo que o mundo inteiro esteja contra ele. Mas, a meio do feitiço, vem o choque de realidade: «What good is this chanting? / I don't even know what I'm reading» [De que serve este cântico? / Nem sequer sei o que estou a ler]. É aquela sensação de estar a tentar tudo, sem saber se alguma coisa está realmente a resultar.
A partir daí, a canção vira quase grito de revolta. Ela olha para a própria vida e para todos os esforços falhados e dispara: «No good deed goes unpunished» [nenhum bom gesto fica sem castigo]. Lembra o caos que já carrega consigo, «One more disaster I can add to my generous supply» [Mais um desastre que posso acrescentar ao meu generoso stock], e começa a duvidar das motivações: «Was I really seeking good / Or just seeking attention?» [Eu estava mesmo à procura do bem / Ou só à procura de atenção?]. No fim, ela desiste da ideia de ser “boa” e assume a fama de má: «Let all Oz be agreed / I'm wicked through and through» [Que toda Oz concorde / Eu sou má por completo], prometendo que «No good deed will I attempt to do again» [Não tentarei fazer mais nenhum bom gesto]. É uma música sobre chegar ao limite, quando fazer o bem parece só trazer sofrimento, e dizer quase em tom de desafio: se isto é ser boa, então mais vale não tentar mais.