Dracula coloca Tame Impala, o projeto psicodélico do australiano Kevin Parker, lado a lado com JENNIE em uma noite que parece não ter fim. A dupla brinca com a figura do vampiro para retratar aquela euforia quase sobrenatural de quem vive de festa em festa, fugindo do nascer do sol como se a luz pudesse revelar inseguranças escondidas. Entre batidas pulsantes e risadas que ecoam na escuridão, os versos descrevem um mundo onde o charme e a autoconfiança florescem no breu enquanto a claridade ameaça quebrar o encanto.
No fundo, a letra fala de um romance que prefere o anonimato das sombras. Os cantores se perguntam se o sentimento resistiria fora da pista, onde filtros de néon e fumaça não camuflam fraquezas. Eles correm do dia, mas correm também do medo de estragar algo mágico demais para a realidade cotidiana. Nesse jogo de esconde-esconde com o Sol, “Dracula” convida o ouvinte a sentir a adrenalina de viver o agora, mesmo que a aurora esteja logo ali, pronta para interromper o feitiço.