Imagine trying to save a friend who keeps slipping through your fingers. Em “Talking To Myself”, o narrador observa, quase de braços cruzados, alguém que ergue muros invisíveis, foge como se o céu fosse desabar e simplesmente não escuta mais ninguém. As luzes estão acesas, mas não há ninguém em casa: é o retrato de quem se sente ignorado enquanto vê o outro se perder em problemas internos, talvez vícios ou depressão. Cada verso mistura frustração e carinho, deixando claro que o eu-lírico grita, sussurra, tenta de tudo… e, no fim, sente que está falando com as paredes.
Ao repetir “I’m just talking to myself”, a banda expõe a solidão universal de quem quer ajudar, mas não consegue atravessar as barreiras alheias. É uma música sobre o peso da impotência, o desgaste emocional de “correr atrás” e o medo de que aquela pessoa amada acabe se tornando alguém totalmente diferente. Entre guitarras energéticas e batidas eletrônicas, Linkin Park transforma esse desabafo em um convite para refletir sobre comunicação, empatia e os limites entre salvar o outro e se preservar.