Lido Pimienta faz aqui uma lista de tudo o que ficou para trás: "Todo lo que yo sentí, todo lo que yo viví" (tudo o que eu senti, tudo o que eu vivi), e cada item termina na mesma conta, "ya no me queda nada" (já não me resta nada). A repetição soa quase como uma reza, e a lista vai do sofrimento e da espera até o amor que ela entregou a alguém.
No meio dessa perda, o refrão não recua: "Soy mujer de lluvia, de sangre en luna" (sou mulher de chuva, de sangue em lua). Ela diz que não tem medo da morte e que a espera "de frente y sonriente" (de frente e sorridente), sem sair do lugar. O que sobrou foi a dor que ela carrega por dentro, mas carrega de cabeça erguida.