Paparazzi é um mergulho teatral no lado sombrio da fama e no limite tênue entre admiração e obsessão. Narrada pela perspectiva de uma fã que se comporta como fotógrafa de celebridades, a letra mostra flashes, roupas extravagantes e todo o glamour brilhante que acompanha um ídolo do rock. Ao mesmo tempo, revela a sede incontrolável de atenção: a narradora promete seguir, “perseguir” e até chorar lágrimas roxas até ser retribuída. Lady Gaga, artista norte-americana de ascendência italiana, usa essa história para criticar a cultura de celebridades e questionar até onde alguém vai por um minuto de amor ou de notoriedade.
Entre leather and jeans e velvet ropes, a música contrasta imagens luxuosas com frases inquietantes como “I won’t stop until that boy is mine”. Assim, Gaga brinca com a ideia de que somos “plásticos”, mas ainda nos divertimos, mostrando como fama e relacionamentos podem ser tão artificiais quanto sedutores. No fim, “Paparazzi” é tanto um hino pop dançante quanto um alerta sobre perder a própria identidade em busca de holofotes – seja você o astro ou quem segura a câmera.