Juice WRLD, um dos nomes mais marcantes do emo-rap norte-americano, abre o coração em "All Girls Are The Same" e transforma dor em melodia. A faixa é quase um diário alcoolizado: entre goles de uísque e ressacas num Monte Carlo imaginário, o artista confessa sentir-se traído, deslocado e dominado por um ciúme que o faz lembrar John Lennon. Ele generaliza as mulheres que o magoaram, repetindo o mantra "all girls are the same" enquanto procura desesperadamente o segredo do amor verdadeiro.
Por trás da batida contagiante, a letra descreve um ciclo de autodestruição: relacionamentos-relâmpago, uso de substâncias para anestesiar o sofrimento e a sensação de estar correndo uma corrida impossível de vencer. Cada verso revela mais um demônio na mente do cantor, que vê sua sanidade escapar e a paz tornar-se inalcançável. Ainda assim, o refrão pegajoso e a honestidade brutal fazem a música soar como um convite ao ouvinte para cantar, refletir e, quem sabe, encontrar alívio na partilha dessa tempestade emocional.