Pył significa 'pó' ou 'poeira'. É uma palavra curta, mas com um grande impacto poético e filosófico nesta canção.
Na letra, a frase "Obróci ciała w astralny pył" (Transformará corpos em pó astral) evoca a ideia de mortalidade e a transitoriedade da existência. É uma imagem poderosa que convida à reflexão sobre a vida e o destino, tornando a palavra "pył" central para o tema da música.
Em “Pył”, Fisz Emade Tworzywo coloca um grupo de pessoas numa estrada quase invisível, coberta pela neblina e sem destino claro. O futuro é certo, mas nada reconfortante: ele vai transformar os corpos em “pył”, ou seja, poeira cósmica. Mesmo assim, a resposta não é parar. “Tańcz, tańcz, wpraw stopy w ruch” [Dance, dance, ponha os pés em movimento] vira um convite a continuar vivo entre amigos, bolas espelhadas, música furiosa, cores e formas. A imagem é bonita e um pouco absurda: o mundo está sempre se movendo, então ficar parado parece a pior escolha.
A letra mistura essa vontade de aproveitar o instante com um humor bem amargo. As pessoas caminham orgulhosas “w kierunku słońca” [em direção ao sol], mas também rumo a ilusões e sonhos, “jak jakieś zombi” [como umas espécies de zumbis], sem saber para onde vão. “Pragniemy jak jasny gwint” [desejamos desesperadamente] usa uma expressão polonesa informal para reforçar a fome de felicidade. Já “Nie wiem za Chiny gdzie” [não faço a menor ideia de onde] é outra expressão idiomática, equivalente a “não sei de jeito nenhum”. No meio dessa confusão, alguém pede: “Podejdź tu do mnie, chcę zapamiętać / Twój zapach i kształt” [Venha aqui, quero me lembrar do seu cheiro e da sua forma]. É um instante íntimo diante da certeza de que tudo passa, enquanto até Deus parece ter adormecido num canto.