Bathe significa 'banhar' ou 'imergir'. Embora possa ser usado literalmente para tomar banho, nesta canção, ele é empregado de forma mais poética e metafórica.
Na letra, a frase "Now bathe my idle soul in Desire" (Agora banhe minha alma ociosa em Desejo) sugere uma imersão profunda e completa da alma no desejo, como se a alma estivesse sendo lavada ou preenchida por essa emoção. É uma escolha de palavra interessante que eleva o significado da frase.
Em “A Ton Of Love”, o Editors transforma uma faísca em catástrofe: “I lit a match in Vienna tonight” [Acendi um fósforo em Viena esta noite] e isso “caused a fire in New York” [causou um incêndio em Nova York]. A distância absurda entre as duas cidades deixa a imagem quase surreal, como se um impulso pequeno pudesse provocar consequências enormes. No meio dessa confusão, a voz pergunta “Where is my self-control?” [Onde está meu autocontrole?] e lembra que é preciso agradecer pelo que se tem, enquanto pede para sua alma parada ser mergulhada em “Desire” [desejo]. É uma música sobre ser puxado por vontades fortes, mesmo quando a pessoa sabe que deveria se controlar.
O refrão coloca duas forças na balança: “A ton of love” [Uma tonelada de amor] e “A ton of hate” [Uma tonelada de ódio]. Qual delas pesa mais sobre a vida? A letra não resolve a pergunta, e continua esperando “A chance of” [Uma chance de] algo, deixando a expectativa suspensa. Depois, a desconfiança se espalha: “I don’t trust the government / I don’t trust myself” [Não confio no governo / Não confio em mim mesmo]. A resposta é estranha e interessante: construir “a church in the city” [uma igreja na cidade], um lugar para se refugiar, e então “give our God away” [entregar o nosso Deus]. A canção mistura incêndios entre continentes, fé improvisada e desejo repetido até virar quase um mantra. É bonita justamente porque não oferece uma solução confortável.