Birdy transforma "Evergreen" em um refúgio poético, onde um amor secreto floresce longe dos olhos do mundo. A cantora descreve dois amantes escondidos "nos deuses" – a parte mais alta de um teatro imaginário – enquanto o resto da plateia nem pensa em olhar para cima. Ali, eles se protegem sob uma névoa de verão e trocam beijos que permanecem sempre verdes, tal qual uma árvore perene. Cada olhar é uma conversa silenciosa, provando que a cumplicidade deles dispensa palavras.
Fora desse abrigo, Birdy evoca tempestades: chuvas, furacões e rios transbordando simbolizam as pressões externas que poderiam separá-los. Mesmo assim, o casal prefere permanecer "seguro no escuro", porque o segredo é a muralha que mantém esse amor vivo e inabalável. "Evergreen" celebra a força de um sentimento que se renova indefinidamente, mostrando que, ainda que o mundo inteiro não saiba nada sobre ele, para os dois amantes basta saber que seu amor é eterno.