Ojalá é uma palavra de origem árabe que significa "tomara que" ou "oxalá". É usada para expressar um desejo forte, uma esperança ou um lamento.
No contexto da música de Beret, "Ojalá" é repetida várias vezes para introduzir desejos profundos e reflexões sobre a vida, o amor e a perda. Por exemplo, "Y ojalá nunca te abracen por última vez" expressa o desejo de que os abraços nunca sejam os últimos, transmitindo uma emoção universal e tocante.
Em “Ojalá”, Beret, artista da Espanha, transforma a própria cobrança em uma conversa sincera consigo mesmo. O título significa “tomara” ou “oxalá”, e combina com os desejos que atravessam a letra: “Yo necesito ganas no querer ganar” [Eu preciso de vontade, não de querer vencer]. Ele percebe que passou tanto tempo tentando evitar o fracasso que acabou correndo “para no llegar” [para não chegar]. A música também brinca com verdades desconfortáveis: ninguém ensina a ser forte, mas o mundo obriga a levantar e continuar andando; e, às vezes, confundimos a dor com a felicidade só porque ela nos é familiar.
O desejo mais bonito aparece em “Ojalá nunca te abracen por última vez” [Tomara que nunca te abracem pela última vez]. Beret fala sobre ter pessoas por perto sem necessariamente poder ser você mesmo com elas, sobre complexos que precisam ser vencidos e sobre aceitar que todos merecem coisas boas. Na parte final, ele para de exigir o impossível de si: quer deixar de se culpar, aceitar o que não consegue alcançar e entender que sua vida não se resume ao que possui. “Una cosa es lo que soy / Y otra tan sólo lo que muestro” [Uma coisa é o que sou, e outra é apenas o que mostro] resume essa batalha entre a pessoa real e a versão que ela apresenta ao mundo. É uma letra direta, cheia de autocrítica, mas que aos poucos troca a vontade de ganhar pela necessidade mais simples de estar em paz consigo mesmo.