“Incomplete” é um retrato poderoso da sensação de vazio que fica quando um grande amor chega ao fim. Nas primeiras linhas, o narrador descreve “espaços vazios” e rostos distantes, revelando como tudo ao redor parece cheio de buracos sem a presença daquela pessoa especial. Ele tenta seguir em frente, mas seu mundo permanece “meio adormecido” e até o ato de respirar parece nadar contra um oceano de solidão. As metáforas de imensidão e cansaço mostram que a dor não é apenas emocional — ela invade cada canto da rotina, tornando-o incompleto.
Ao longo da canção, a esperança teima em resistir. O eu-lírico ora para que seu coração “não se quebre”, mas reconhece que, sem o reencontro, ele continuará partido. O dilema central gira entre deixar o passado para trás e admitir que esse amor ainda define quem ele é. Isso cria um contraste cativante: a vontade de libertar o outro versus o medo de que ambos carreguem para sempre a sensação de terem cometido um “grande erro”. No fim, a música convida o ouvinte a refletir sobre como alguns laços são tão profundos que, mesmo longe, moldam cada passo — até que tenhamos coragem (ou sorte) de nos sentirmos novamente inteiros.