I Drink Wine mostra a cantora britânica Adele refletindo sobre como a vida adulta pode nos afastar da nossa essência infantil. Ao comparar a curiosidade ilimitada da infância com o hábito de “beber vinho” para anestesiar as frustrações, a artista questiona: por que passamos tanto tempo tentando agradar os outros e tão pouco tempo sendo nós mesmos? Entre versos que falam de ambição, busca de aprovação e relacionamentos abalados, Adele reconhece que o mundo vive nos empurrando ideias que corrompem o coração. Ainda assim, ela deseja se libertar desse ciclo, “aprender a superar a si mesma” e amar de maneira mais leve, sem etiquetas ou cobranças.
A canção também serve como um convite para quem ouve repensar o mito do “trabalhe muito, divirta-se muito”. Adele admite que ninguém parece realmente satisfeito, nem mesmo ela, e que a escalada constante em direção ao sucesso pode nos deixar “nenhum pouco mais sábios”. Em vez de lutar fogo contra fogo, a artista propõe trocar a armadura do ego por autenticidade: valorizar o que é real, celebrar quem nos quer simplesmente pelo que somos e buscar equilíbrio em meio ao caos. O resultado é um hino honesto, vulnerável e reconfortante que combina melancolia com esperança — perfeito para quem já se sentiu perdido e busca um gole de clareza.