Englishman In New York é como um cartão-postal divertido que Sting, um britânico de sotaque elegante, envia direto das ruas de Manhattan. Ele descreve, com bom humor, pequenas diferenças culturais – trocar o café pelo chá, tostar o pão de um lado só, carregar uma bengala pela Quinta Avenida – para mostrar como se sente um peixe fora d’água no coração dos Estados Unidos. Ao repetir “I’m an alien, I’m a legal alien”, o cantor brinca com a ideia de ser estrangeiro, lembrando que está ali de forma legítima, mas ainda assim se sente um “ET” quando seus hábitos britânicos contrastam com os nova-iorquinos.
Por trás dessas imagens charmosas, a canção traz uma mensagem poderosa de autenticidade e gentileza. Sting cita o provérbio “Manners maketh man” para defender que boas maneiras, modéstia e tranquilidade podem ser atitudes revolucionárias numa sociedade acelerada. Ele propõe que a verdadeira coragem não está em correr ou brigar, mas em sorrir diante da ignorância e permanecer fiel a si mesmo: “Be yourself no matter what they say.” Assim, o “inglês em Nova Iorque” vira símbolo de qualquer pessoa que, longe de casa, precisa conciliar suas raízes com um novo mundo – e descobrir que ser diferente pode ser exatamente o seu superpoder.