Spiders mergulha o ouvinte em uma atmosfera sombria e onírica, onde a lua perfura o céu, sonhos serpenteiam pela mente e aranhas silenciosas tecem suas teias. Entre imagens quase místicas como “a vida correndo pelos cabelos dela”, surge uma crítica social clara: a referência ao V-chip, dispositivo de censura nas televisões norte-americanas dos anos 90. A banda sugere que, enquanto estamos adormecidos ou distraídos, tecnologias e poderes externos podem invadir nossos pensamentos e moldar nossas percepções.
As aranhas simbolizam essas ideias invasoras que se entrelaçam nos nossos medos coletivos. Quando o refrão insiste em “dreams are made winding through my head”, o System Of A Down faz um chamado urgente para acordar e enxergar a teia antes que fique impossível se libertar. No fim, a música é um alerta contra a vigilância, a manipulação e a apatia, lembrando que manter a mente desperta é nosso melhor antídoto.