Unholy mergulha no universo picante de um pai que leva uma vida dupla: em casa, ele finge ser o marido exemplar, mas longe dos olhos da família se entrega a encontros proibidos numa body shop. A letra faz um retrato irônico da hipocrisia — todos na cidade fofocam sobre as escapadas do “daddy”, menos a mummy, que continua sem saber de nada. Cada “Oh-ee-oh-ee-oh” ecoa o segredo que paira no ar, enquanto referências a marcas luxuosas (Fendi, Balenciaga, Prada) deixam claro que a traição também é alimentada por dinheiro e ostentação.
Ao colocar Sam Smith e Kim Petras como narradores cúmplices dessa história, a canção mistura crítica social com uma batida dançante e sedutora. É um convite para refletir sobre moralidade, poder e desejo — tudo isso embalado por um refrão que não sai da cabeça. No fim, Unholy mostra que, por trás de uma fachada perfeita, podem existir segredos “nada santos” capazes de incendiar qualquer pista de dança.