Você sabe que está certo é praticamente o testamento sonoro de Kurt Cobain, a última gravação de estúdio do Nirvana. Já nos primeiros versos, o eu-lírico promete desaparecer da vida de alguém, mas logo explode em repetições de pain e do refrão insistente you know you’re right. O contraste entre a calmaria inicial e a fúria do refrão cria um retrato cru de sentimentos conflituosos: o desejo de isolamento, a necessidade de ser ouvido e a certeza de que a dor é inevitável.
Ao repetir a frase-mantra “Você sabe que está certo”, Kurt soa ao mesmo tempo accusatório e desesperado, como quem luta por validação. As imagens de “sopa fervendo” e “amar a si mesma” sugerem uma observação ácida sobre alienação e autopreservação. No fundo, a canção expõe a batalha interna entre ceder ao silêncio e gritar por reconhecimento, transformando a angústia pessoal em um hino catártico que continua a ecoar nas guitarras distorcidas e na cabeça de quem ouve.