Em “Nobody”, Mitski pega o tema da solidão e o embala em um ritmo que dá vontade de dançar. A letra coloca a narradora diante de um vazio tão grande que ela chega a abrir a janela só para ouvir vozes alheias. Entre referências astronômicas e desabafos diretos, a cantora questiona: se até Vênus, planeta do amor, foi destruído por querer demais, será que nós também corremos esse risco? O refrão repetitivo de “nobody” vira um mantra que traduz a busca desesperada por um simples gesto de afeto.
O coração da música está no desejo por conexão genuína. Mitski admite que nenhum ato heroico a salvará; tudo que ela quer é “um beijo bom e honesto” para, enfim, sentir alívio. A alternância entre versos íntimos e imagens cósmicas cria um contraste que realça a sensação de ser minúsculo no universo, mas ainda assim precisar de calor humano. O resultado é um hino moderno para quem já se sentiu invisível, mostrando que, por trás da batida cativante, existe uma confissão sincera de vulnerabilidade e esperança.