Baptism é a palavra em inglês para 'batismo', o ritual religioso de purificação com água. É uma palavra poderosa que não se encontra frequentemente em canções de amor.
No entanto, Miguel a usa de forma metafórica e ousada na letra: "Now I'm swimming in that sin, that's baptism" (Agora estou nadando nesse pecado, isso é batismo). Ele descreve a intimidade do amor como uma experiência transformadora e purificadora, tão profunda que parece uma renovação espiritual, mesmo que a chame de 'pecado'.
Já imaginou como uma relação intensa e apaixonada evolui? Na canção “Coffee”, o artista Miguel leva-nos numa viagem poética que começa com provocações e jogos de palavras (wordplay) e se transforma numa paixão ardente (gun play). Mas não se assuste! Esta “batalha” não é de violência, mas sim de uma química explosiva que acaba em conversas ao ouvido na almofada (pillow talk), sonhos doces e, finalmente, a tranquilidade de um café pela manhã.
A letra é uma pintura de momentos íntimos e contrastantes: desde humor sarcástico e alta costura a banhos de espuma e beijos apaixonados. “Coffee” celebra a beleza de encontrar alguém com quem se tem uma ligação tão profunda que parece uma “nova religião” para duas “almas antigas”. A canção mostra que, depois de uma noite de caos e paixão, o verdadeiro prémio é a simplicidade e o conforto de acordar ao lado de quem se ama, apenas a querer observar essa pessoa a dormir. É a celebração do amor que é, ao mesmo tempo, selvagem e sereno.