Sunnanvind significa 'vento sul'. É uma palavra poética e um tanto rara, que evoca uma brisa suave e quente vinda do sul, frequentemente associada à primavera e a sentimentos de renovação e bem-estar.
Na canção, a palavra é usada para descrever uma brisa leve e agradável, contrastando com a ideia de que 'agora está ventando na lua'. Ela simboliza um momento de calma e beleza, remetendo a memórias felizes e a um tempo de inocência e amor.
Em "Sunnanvind", Mares nos leva a uma viagem nostálgica, lembrando um amor de primavera que, mesmo com o passar do tempo, permanece como a coisa mais linda. A canção começa com imagens doces e um pouco melancólicas: "Du hade sidenband i håret / Ett vilset solsken dansa' på din kind" [Você tinha fitas de seda no cabelo / Um raio de sol perdido dançava na sua bochecha]. É uma lembrança de um tempo em que a pessoa amada era "det vackraste i våren" [a coisa mais linda da primavera], um sentimento que se repete e reforça a intensidade dessa memória.
Mesmo com a passagem do tempo, quando os dois "dricker cava, Aperol / Ur våra koppar i berså" [bebem cava, Aperol / De nossas taças no gazebo], eles olham para trás e percebem que "vi var lyckliga / Att vi var lyckligare då" [nós éramos felizes / Que éramos mais felizes então]. Mas há uma esperança linda no final, uma aceitação de que, apesar das lágrimas e das coisas não ditas – "Vartenda ord vi inte sagt" [Cada palavra que não dissemos] – eles ainda podem ser felizes: "Att vi blir lyckliga ändå" [Que seremos felizes de qualquer maneira]. É uma canção sobre a beleza das memórias e a resiliência do coração.