"What’s Love Got To Do With It" apresenta Tina Turner, diva norte-americana, refletindo sobre aquela mistura explosiva de desejo e medo de se machucar. Logo de cara, ela admite que o simples toque do outro acelera o coração, mas faz questão de rotular tudo como “apenas algo físico, somente lógico”. A cantora questiona a verdadeira utilidade do amor, chamando-o de “emoção de segunda mão” e perguntando: “Quem precisa de coração se ele pode ser partido?”
Ao longo da música, Tina oscila entre a atração irresistível e a autoproteção. Ela confessa sentir-se confusa, tenta racionalizar o que está acontecendo e até procura “um nome” ou “uma frase” que explique tudo. No fundo, no entanto, percebe que está assustada com a vulnerabilidade que acompanha o amor. O refrão martela a mesma pergunta, quase como um mantra: se o risco de ter o coração despedaçado é tão grande, será que vale a pena se entregar? A canção virou um hino de autonomia emocional, incentivando ouvintes a pensarem por si mesmos sobre o papel do amor em suas vidas, ao som do inconfundível poder vocal de Tina Turner.