Taylor Swift abre as portas de um pub inglês imaginário, “The Black Dog”, para nos contar uma história de pós-término cheia de ironia, saudade e um toque de espionagem digital. A narradora descobre, pelo “compartilhamento de localização” que o ex esqueceu ligado, que ele está se divertindo em um bar enquanto ela tenta juntar os cacos do coração. Cada detalhe – do salto dele ao ouvir The Starting Line até a jovem acompanhante que nem reconhece a música – funciona como um lembrete cruel de um amor que parecia eterno.
A canção gira em torno de dois dilemas principais: a incapacidade de desapegar de “hábitos antigos” e a pergunta martelante “como é que você não sente minha falta?”. Entre memórias de corpos encharcados de chuva, piadas internas que viraram troça e a vontade de literalmente exorcizar seus demônios, Taylor pinta o retrato de uma mente que ainda lateja de paixão. No fim, ela torce para que o ex também sinta o peso da ausência quando ouvir aquela mesma música no bar – afinal, velhos hábitos não morrem; eles “morrem gritando”.