Em “the 1”, Taylor Swift brinca com a ideia dos universos paralelos do coração: e se aquele amor que escapou pelos dedos tivesse sido o tal? Entre recordações de matinês de domingo, filmes que nunca existiram e os “roaring twenties” regados a rosé, ela repassa memórias num tom ao mesmo tempo bem-humorado e melancólico. A cantora norte-americana começa declarando que está bem, experimentando coisas novas e dizendo mais “sim” para a vida, mas basta vislumbrar um rosto conhecido na parada de ônibus para tudo virar um filme na cabeça. As letras são um mix de sarcasmo (“I’m on some new shit”), autoironia (“In my defense, I have none”) e pura nostalgia, mostrando que crescer dói, mas rende histórias incríveis.
No fundo, a música é um exercício de aceitação: Taylor admite que a relação já acabou, reconhece que ambos precisavam desses “sangramentos” para amadurecer e, ainda assim, se permite sonhar com a versão perfeita de si e do outro, jogando moedas na fonte dos desejos. “the 1” não é um lamento desesperado, e sim um sorriso de canto de boca enquanto se vira a página — uma carta divertida e agridoce sobre como “teria sido divertido se você fosse o escolhido”, mas a vida segue, e ela está pronta para o próximo capítulo.