Blank Space é como um filme dramático contado em ritmo pop. Taylor Swift assume o papel de uma namorada glamourosa e perigosa que a mídia adora retratar, exagerando cada estereótipo sobre ela ser “louca por amores”. Logo nos primeiros versos, ela mistura promessas de "incredible things", luxos e beijos roubados com alertas de "magic, madness, heaven, sin". A mensagem? Entrar nessa relação é brincar com fogo: pode terminar em "forever" ou "flames". Entre metáforas de passaporte, jardins de rosas cheios de espinhos e uma lista interminável de ex-namorados que a chamam de insana, a cantora ri de si mesma e coloca o ouvinte no centro do enredo, perguntando se o prazer vale o risco.
Ao longo da canção, Taylor expõe a dualidade do romance moderno: a adrenalina da paixão versus as cicatrizes inevitáveis. Ela assume, com ironia, que ama “os jogadores” e que eles amam “o jogo”. O “blank space” é a página em branco pronta para mais um nome, indicando que o ciclo recomeça sempre. Assim, a música é um comentário afiado sobre reputação, expectativas e a linha tênue entre fantasia e pesadelo nas relações amorosas, tudo embalado por um refrão viciante que gruda na cabeça.