Toxicity é um grito frenético da banda norte-americana System Of A Down contra o caos que nos engole no dia a dia. As imagens aparentemente desconexas — software desatualizado, vizinhos barulhentos, faróis que cegam — pintam um retrato de uma cidade saturada por consumo, poluição mental e falta de propósito. O verso “eating seeds as a pastime activity” brinca com a ideia de entorpecer a mente com distrações vazias, enquanto perguntas como “What do you own the world? / How do you own disorder?” cutucam nossa ilusão de controle sobre um sistema que já nasceu desordenado.
No meio desse cenário surge um espaço de respiro: “somewhere between the sacred silence and sleep”. Ali, na fronteira entre a calma e o sonho, existe a esperança de reencontrar sentido antes que a toxicidade engula tudo. O final, “when I became the sun, I shone life into the man’s hearts”, deixa um lampejo de redenção: mesmo em meio ao caos, cada um pode irradiar luz e renovar aquilo que parece irremediável.