Sugar é um turbilhão de energia que mistura crítica social, humor sombrio e um toque de insanidade teatral. Logo de cara, a banda fala dos “Kombucha mushroom people” - uma imagem caricata de pessoas apáticas, sentadas o dia todo, dopadas por modismos e distrações. O refrão repete “Sugar” como se fosse um alerta: esse “açúcar” simboliza vícios modernos, da mídia sensacionalista às drogas lícitas que adoçam a realidade e nos fazem duvidar do que é verdadeiro. Entre gritos e mudanças bruscas de ritmo, Serj Tankian questiona: “Quem pode acreditar em você?”, apontando para a falta de confiança nas instituições e na própria sanidade.
Em meio a metáforas extremas - jogar roleta-russa com a vida, agredir e ser perseguido - a letra retrata a sensação de viver num ciclo de autodestruição e paranoia. A violência descrita é mais simbólica do que literal, refletindo a raiva contida de quem se sente encurralado por pressões sociais. No fim, a repetição de “In the end it all goes away” traz um tom de resignação: tudo passa, as crises se apagam, mas a pergunta “How do I feel? What do I say?” permanece ecoando. Sugar nos convida a encarar a confusão interna e coletiva do mundo moderno, rindo do absurdo enquanto batemos cabeça ao som de riffs frenéticos.