Dopamine retrata aquele momento em que o fim de um relacionamento parece não passar de uma "experiência química" para a outra pessoa. O eu-lírico, atônito, descobre que tudo que viveram foi motivado pela busca da dopamina – o neurotransmissor do prazer – e se pergunta se, no fundo, ele nunca foi suficiente. Entre lembranças dolorosas e cenas que insistem em passar na cabeça, ele sofre com a ideia de que o parceiro já pode estar nos braços de alguém novo enquanto ele perde o sono tentando voltar no tempo.
A música mistura culpa, saudade e autocrítica, refletindo sobre como alguns amores terminam sem aviso, como se fossem acesos e apagados por um simples botão de recompensa cerebral. Ao repetir que “não significou nada”, Sum 41 explora a frieza com que certas decisões são tomadas, deixando quem fica preso aos próprios demônios internos. O resultado é um hino pop-punk sobre desilusão moderna, perfeito para quem já sentiu que seu coração valeu menos que um rápido pico de prazer.