Kids traz aquele gostinho agridoce de recordar a infância enquanto encaramos as responsabilidades de crescer.
Logo nos primeiros versos, vemos a imagem de uma criança curiosa, explorando o quintal e fazendo a mãe morrendo de orgulho mesmo com a voz alta, simbolizando inocência e liberdade. O refrão — “Control yourself, take only what you need from it” — funciona como um conselho para não nos perdermos no excesso: aproveitar a vida sem consumir tudo ao redor, seja natureza, relações ou oportunidades. A expressão “family of trees wanting to be haunted” pinta um cenário quase mágico, lembrando que cada escolha deixa marcas, como fantasmas que assombram ou protegem nosso futuro.
Ao citar a água morna que arrepia e um bebê que chora por atenção, a canção fala da dualidade entre conforto e desconforto, nascimento e perda de memória. No espelho embaçado das lembranças, percebemos que as decisões não se compram; são construídas. Kids convida o ouvinte a equilibrar sonho e responsabilidade, celebrando a energia juvenil mas reconhecendo que, para crescer de verdade, é preciso dosar impulso e consciência.