"Gehenna" é um mergulho sombrio na mente de alguém que se sente aprisionado na própria pele. O título faz referência a um antigo vale associado ao inferno, preparando o terreno para uma letra carregada de imagens de tormento, autoflagelo e desejo de redenção. Entre respirações sussurradas e promessas que viram julgamentos, o eu-lírico confessa que prefere qualquer dor a continuar fingindo normalidade. A repetição quase hipnótica de "I don't wanna be myself" revela uma crise de identidade profunda, em que a única saída parece ser entregar o coração dilacerado a outra pessoa na esperança de encontrar cura.
Slipknot transforma esse desespero em catarse sonora: guitarras arrastadas, vocais que alternam sussurros e explosões, e uma atmosfera que mistura medo e alívio. A canção convida o ouvinte a encarar seus próprios demônios internos, mostrando que reconhecer a fragilidade pode ser o primeiro passo para a libertação. Em poucas palavras, "Gehenna" é um grito cru por autenticidade em meio ao caos – e um lembrete de que até nos lugares mais escuros pode surgir uma faísca de transformação.