“I’m Not The Only One” apresenta Sam Smith encarando a amarga descoberta de que o amor pode, sim, ser partida dupla. Logo nos primeiros versos, ele relembra o compromisso assumido “para o melhor ou para o pior” e a frustração de ver o parceiro quebrar essa promessa. A cada estrofe, a voz de Smith oscila entre vulnerabilidade e firmeza: ele chora, tenta negar, mas acaba encarando a verdade estampada no comportamento distante do outro. Quando o refrão explode — “I know I’m not the only one” — ouvimos o alívio doloroso de quem finalmente põe nome à traição que já sentia na pele.
O resultado é uma confissão potente sobre autoconsciência e sobrevivência emocional. Smith reconhece o próprio valor ao dizer que seu amor foi entregue inteiro, enquanto o coração do outro sempre esteve “inacessível”. Mesmo ferido, ele se recusa a ser feito de tolo: insiste que não está louco, pois as pistas são claras. Assim, a canção mistura melancolia e empoderamento, lembrando ao ouvinte que reconhecer a deslealdade do outro é o primeiro passo para se libertar — e que, às vezes, cantar a dor bem alto é a melhor forma de curar o coração.