Diamonds chega com uma batida dançante, mas a história que Sam Smith — artista estadunidense de voz inconfundível — conta é puro desabafo. Nas letras, percebemos um eu-lírico que decidiu virar a página depois de descobrir que a pessoa amada só se importava com glitter and gold. Ele desmonta lembranças (“Rip our memories off the wall”), entrega presentes e joias sem pestanejar e avisa: “Meu coração você não vai mais ouvir quebrar.” Essa mistura de ritmo contagiante com confessionário emocional cria um contraste divertido: você quer dançar enquanto testemunha um coração que, na verdade, está se libertando.
A grande mensagem é de desapego e autovalorização. O narrador percebe que amor baseado em luxos é vazio, então deixa a(o) parceira(o) partir com todos os “diamantes” — metáfora para bens materiais e para a própria energia que ele não pretende mais desperdiçar. Ao “respirar” longe desse relacionamento tóxico, ele conclui que material love won’t fool me. No fim, Sam Smith transforma a dor em hino de independência, lembrando a qualquer um que escuta: se alguém só fica por interesse, deixe que leve tudo… menos sua paz.