Imagine chegar à balada sem nem ter planejado sair, só porque a saudade bateu forte. É exatamente nesse clima que Sam Smith, artista do Reino Unido, e a norte-americana Normani nos colocam em Dancing With A Stranger. A letra descreve o momento em que, ainda preso às lembranças de um ex, o eu-lírico decide procurar companhia na pista de dança. "Look what you made me do" soa como um desabafo: para fugir da solidão ele acaba nos braços de um desconhecido, deixando o coração comandar os passos.
Ao longo da música, percebemos que o ato de dançar com um estranho é, na verdade, uma tentativa de retomar o controle emocional. Cada refrão reforça a dualidade entre a carência e a busca por liberdade: é sobre curar a dor do término ao mesmo tempo em que se corre o risco de repetir padrões. O dueto cria um diálogo íntimo, quase como se ouvíssemos dois lados do mesmo sentimento. O resultado é uma faixa envolvente que transforma a vulnerabilidade pós-rompimento em um convite para liberar endorfina na pista e, quem sabe, encontrar novos começos.