Imagine-me, sou uma silhueta
Sou uma história triste, de pé na chuva com um vestido de verão
O coração só aguenta até certo ponto
Pensei que ele tinha planos de me amar
Mas parece que cometi um erro grave
Observando-os de longe
Ele envolveu os braços, eu morreria para viver ali dentro
À volta da sua cintura pequena e perfeita
Um soco no meu peito
Vou-me embora, vou para casa
Para chorar em privado num Uber Exec
Não me ligues, podes mandar uma mensagem
E encosta nesta estação de serviço, por favor
Para eu poder comprar um maço de cigarros
Estou a chorar no carro de um estranho
Diverte-te com a Alice no bar
Talvez me torne a rainha de copas
Raparigas frias sobrevivem, raparigas frias não choram
Vou tornar-me a mulher do inverno
Vou usar casacos de pelo falso até ao chão
Em pleno julho, querido
Serei triste e bonita
Eu serei triste e bonita
Por dias mais quentes que hão de vir
A vida continua, a vida continua
Ela recebe o dinheiro, depois um táxi para casa
Ela caça sozinha, sofre sozinha
No seu castelo na colina, onde ninguém entra ou ninguém sai
Sim, e o seu coração é triste, o vestido é vermelho
A tua mensagem é verde e foi deixada como lida
Sim, tal como as rosas, as violetas são azuis
O arrependimento é uma p*ta, tenho um pressentimento
Que a vais encontrar em breve
Imagine-me, sou uma silhueta
Sou uma história triste, de pé na chuva com um vestido de verão
Sei que não vou ficar triste para sempre
Esta noite beijo a garrafa nos lábios
Porque tempos desesperados exigem prazer desesperado
Não preciso de outro amigo
Encosta nesta estação de serviço, por favor
Para eu poder comprar uma garrafa grande de gin
A chorar no carro de um estranho
Diverte-te com a Alice no bar
Querido, vou tornar-me a rainha de copas
Raparigas frias sobrevivem, raparigas frias não choram
Vou tornar-me a mulher do inverno
Vou usar casacos de pelo falso até ao chão
Em pleno julho, querido
Serei triste e bonita
Eu serei triste e bonita
Por dias mais quentes que hão de vir
Agora vê-a andar em câmara lenta, vê-a a ir embora
O cabelo dela vai dançar ao vento, ela será a rapariga que desejavas ter tido
Dá-me uma noite para chorar tudo, e um dia para me reinventar
Enquanto me lembro que sou a rapariga que penso que sou
Ela continua a lutar, supressão da tristeza
Ela esconde as cicatrizes sob alisamentos de seda e vestidos carmesim
Chega de confissões em parágrafos, ela aprendeu as suas lições
Uma brisa ártica sopra do oeste
Ela jura fazer do seu nome uma palavra que não vais esquecer
Não haverá mais confissões em parágrafos
Ela jura fazer do seu nome uma palavra que não vais esquecer
Imagine-me, sou uma silhueta
Sou uma história triste, de pé na chuva com um vestido de verão
O coração só aguenta até certo ponto
Pensei que ele tinha planos de me amar
Mas parece que cometi um erro grave
Observando-os de longe
Ele envolveu os braços, eu morreria para viver ali dentro
À volta da sua cintura pequena e perfeita
Um soco no meu peito
Esta noite beijo a garrafa nos lábios
Já que tempos desesperados exigem prazeres desesperados
Não preciso de outro amigo
Encosta nesta estação de serviço, por favor
Para eu poder comprar um maço de cigarros
A chorar no carro de um estranho
Diverte-te com a Alice no bar
Enquanto me torno a rainha de copas
Raparigas frias sobrevivem, raparigas frias não choram
Vou tornar-me a mulher do inverno
Eu uso casacos de pelo falso até ao chão
Em pleno julho, querido
Serei triste e bonita
Eu serei triste e bonita
Por dias mais quentes que hão de vir
Até lá eu sei que a vida continua
Ela recebe o dinheiro, e um—
Vida, vida, vai, vai, vai, vai, vai, vai
A vida continua, a vida continua
Ela recebe o dinheiro, e um táxi para casa