Prepare-se para uma dose intensa de sinceridade! Na faixa "Just Like A Pill", a cantora norte-americana P!nk transforma um relacionamento tóxico em uma metáfora medicinal nada saudável. Deitada no chão, sentindo os efeitos colaterais de um “remédio” que prometia curar mas só causa mal-estar, ela descreve a sensação de dependência, coceira e frustração. Em vez de alívio, o “paciente” fica cada vez mais doente, preso a doses sucessivas de decepção. A linguagem crua, cheia de imagens hospitalares e gírias ácidas, cria um cenário quase cinematográfico: luzes vermelhas piscando, botões de emergência com defeito e uma enfermeira que simplesmente não ajuda.
O refrão é o grito de libertação: “You’re just like a pill / Instead of makin’ me better / You keep makin’ me ill”. Cansada de tentar consertar o impossível, P!nk decide “correr o mais rápido que puder” para longe desse vício emocional. A corrida rumo ao “meio do nada” simboliza o caminho de volta ao autocuidado. Assim, a música mistura rock, atitude punk e confissões vulneráveis para lembrar que às vezes o melhor antídoto é abandonar aquilo que nos envenena — e recuperar a própria saúde emocional.