Vinte e sete anos, vinte e sete anos de idade
A única coisa que sei, a única coisa que envelhece
Tenho que me vender se quero ser vendido
Não quero que o diabo leve a minha alma
Escrevo músicas que vêm do coração
Não dou a f*da se entram nas paradas, ou não
O único jeito de ser eu, é dizer o que vejo
E não ter nenhuma sombra pairando sobre mim
Não sei pra onde estou correndo, mas sei como correr
Porque correr é o que eu sempre fiz
Não sei o que estou fazendo, mas sei o que fiz
Sou um coração faminto, sou uma arma carregada
Vinte e sete anos, vinte e sete anos agora
A única coisa que sei, é que não sei como
Agradar a todos o tempo todo
Porque todo mundo está sempre mudando de ideia
Um pouco apagado, um pouco desgastado
Não vou parar, e não serei persuadido
A escrever palavras em que não acredito
A ver meu rosto numa tela de vídeo
Não sei pra onde estou correndo, mas sei como correr
Porque correr é o que eu sempre fiz
Não sei o que estou fazendo, mas sei o que fiz
Sou um coração faminto, sou uma arma carregada
Vinte e sete anos, vinte e sete anos vividos
Escrevi seiscentas músicas, só doze são cantadas
Oitenta e sete mil cigarros passaram por estes pulmões
E todo santo dia eu queria nunca ter fumado nenhum
Uma semana escovando os dentes e uma semana cortando o cabelo
Oito anos dormindo, e ainda estou cansado quando acordo
Um ano inteiro comendo e ainda perdi peso
Cinco namoradas de verdade e cinco términos bagunçados
Vinte e sete aniversários, vinte e sete anos novos
Trinta mil libras, só pra tomar umas cervejas
Velhas esperanças sempre morrendo, novos medos sempre crescendo
Não sei pra onde vou, mas sei como cheguei aqui
Não sei pra onde estou correndo, mas sei como correr
Porque correr é o que eu sempre fiz
Não sei o que estou fazendo, mas sei o que fiz
Sou um coração faminto, sou uma arma carregada
Disse que não sei pra onde estou correndo, mas sei como correr
Porque correr é o que eu sempre fiz
Não sei o que estou fazendo, mas sei o que fiz
Sou um coração faminto, sou uma arma carregada