“Whatever” é um hino descontraído da era britpop que celebra a liberdade de ser quem você quiser. Ao som de cordas orquestradas e guitarras características do Oasis, o narrador repete com confiança: “I’m free to be whatever I, whatever I choose”. A mensagem é clara: pouco importa o julgamento alheio, pois cada um pode escolher o próprio caminho, cantar blues ou “shoot the breeze” quando der na cabeça. É um convite para largar as amarras sociais, subir no “ônibus” imaginário da vida e seguir viagem sem fazer drama.
No meio dessa vibe de independência, a letra ainda cutuca a tendência humana de enxergar só o que quer ver. Liam Gallagher pergunta: “How long’s it gonna be before we get on the bus and cause no fuss?”, sugerindo que a verdadeira revolução é interna e não custa nada além de atitude. Ao final, a repetição de “Whatever you do, whatever you say, I know it’s alright” funciona como um abraço musical, lembrando que aceitar a si mesmo e aos outros é o passo fundamental para viver leve. Ou seja, “Whatever” é mais que um refrão grudento; é um lembrete melódico de que a autenticidade jamais sai de moda.