Uma lua cheia acende o palco e, sob sua luz prateada, “Werewolf” transforma o drama interno em um baile sombrio. A letra acompanha alguém que sente a fera crescer por dentro: cada verso morde com a dúvida clássica do terror gótico — o homem vira monstro ou o monstro revela o homem? Entre uivos, arrepios e batidas de pista de dança, Motionless In White usa a figura do lobisomem para falar de impulsos incontroláveis, vícios emocionais e das cicatrizes que nós mesmos abrimos no coração.
Luta ou fuga, romance ou destruição, garra ou bala de prata — tudo acontece sob o holofote lunar. O eu lírico oscila entre assumir sua humanidade (“I could be honest, I could be human”) e se entregar ao prazer culpado de ser fera (“Can’t fight these cravings in the night”). O resultado é um hino dark-pop-metal que convida o ouvinte a dançar com seus próprios demônios, reconhecendo que, às vezes, ninguém nos machuca tanto quanto nós mesmos.