Bem quando eu mergulho a ponta do pé no abismo
Batem na porta, perguntando: "Você tá aí, moça?"
Eu fico o mais quieta possível
Não tô aqui, tô onde ninguém alcança
Em vez de viver, eu tava deitada no chão
Com a Morte agachada ao meu lado e mesmo assim me levantei pra mais
Dizendo: "Depois desta, chega"
E pensar que eu acreditei nisso, eu tinha ido pra onde ninguém alcança
A Morte disse que eu a tinha chamado, sem saber que fiz isso
Ela disse que queria que eu soubesse que ainda sou só uma criança
Mas sabia que eu chamaria de novo
Então ela voltaria devagar caso da próxima vez fosse mesmo o fim
Em vez de amor, ele disse: "Deita na terra"
Eu olhei pro céu noturno, pensando: "Vale isso a pena?"
As estrelas nunca responderam
Levantei quando acabou e fui pra onde ninguém alcança
Então, com licença, vou abrir minha caixa
Do velho amigo sofrimento, meu mimo secreto
Pra voltar a me sentir eu mesma
Não vou estar aqui, vou estar onde ninguém alcança
Não tô aqui, tô onde ninguém alcança
Em vez de aqui, tô onde ninguém alcança