Corpos enchem os campos que vejo, heróis famintos morrem
Ninguém pra brincar de soldado agora, ninguém pra fingir
Correndo cego por campos de extermínio, criado pra matar a todos
Vítima do que disseram que eu seria, um servo até eu cair
Garoto soldado, feito de argila, agora uma casca vazia
Vinte e um anos, filho único, mas nos serviu bem
Criado pra matar, não pra se importar, faça o que mandamos
Acabou aqui, saudações morte, ele é seu pra levar
Você vai fazer o que eu digo, quando eu digo
Você vai morrer quando eu disser, você tem que morrer
Seu covarde, seu servo, seu cego
O ladrar das metralhadoras já não me afeta
O som do relógio, acostume-se de algum jeito
Quanto mais homem, mais divisas, tendências de quem busca glória
Corpos enchem os campos que vejo, o massacre nunca acaba
Garoto soldado, feito de argila, agora uma casca vazia
Vinte e um anos, filho único, mas nos serviu bem
Criado pra matar, não pra se importar, faça o que mandamos
Acabou aqui, saudações morte, ele é seu pra levar
Você vai fazer o que eu digo, quando eu digo
Você vai morrer quando eu disser, você tem que morrer
Seu covarde, seu servo, seu cego
Inferno, o inferno é aqui
Inferno, o inferno é aqui
Minha vida planejada antes de eu nascer, nada pude dizer
Não tive chance de me ver sendo moldado dia após dia
Olhando pra trás percebo que nada fiz
Deixado para morrer com meu único amigo, sozinho empunho minha arma
Garoto soldado, feito de argila, agora uma casca vazia
Vinte e um anos, filho único, mas nos serviu bem
Criado pra matar, não pra se importar, faça o que mandamos
Acabou aqui, saudações morte, ele é seu pra levar
Você vai fazer o que eu digo, quando eu digo
Você vai morrer quando eu disser, você tem que morrer
Seu covarde, seu servo, seu cego