Suzanne, de Mark Ronson com participação da britânica RAYE, é como aquelas tardes de verão que surgem no meio de um dia nublado. A letra descreve uma mulher hipnótica: olhos de oceano, unhas verdes e um cigarro entre os lábios, tudo envolto numa atmosfera de filme antigo e desenhos da Looney Tunes. Mesmo que o céu esteja cinzento, ela sopra uma brisa quente que faz o narrador perder o fôlego, tentando decifrar se o encanto é recíproco.
A canção gira em torno dessa incerteza deliciosa. Entre goles no bar, pôr do sol e coragem engarrafada, o eu-lírico alterna elogios sinceros e declarações tímidas, repetindo o nome dela como um mantra apaixonado. É um convite para sentir o frio na barriga de quem quer tocar o outro com os dois braços no abraço perfeito, mas ainda teme ouvir um “não”. No fim, Suzanne vira um hino para quem já se apaixonou à primeira vista e percebeu que, às vezes, o passo mais difícil é simplesmente falar.